Valkyrias



No resgate e popularização da mitologia nórdica, poucas narrativas fascinam tanto como a do mito das valkyrjor (singular - valkyrja: valquíria). Celebradas pela música wagneriana, pela literatura, cinema e até mesmo pelas histórias em quadrinhos, as guerreiras de Óðinn ocupam um lugar especial em nosso imaginário sobre a cultura dos Vikings. Mas então quem são elas?

Consideradas assistentes de Odin, que serviam comida e bebida para Odin e para os espíritos dos guerreiros mortos em combate, cuidadosamente escolhidos para compor a guarda pessoal de Odin. Quando não estavam cuidando dos feridos nos campos de batalha ou levando almas para os salões de Valhala, as Valquírias supervisionavam as batalhas de Midgard (o mundo dos homens) e protegiam seus guerreiros favoritos.


No entanto, existe um significado muito mais profundo e antigo na verdadeira natureza e nos reais deveres das Valquírias, cuja simbologia é das mais complexas na mitologia nórdica. Jovens, bonitas, altas, loiras dos olhos azuis, elas não só acompanhavam os espíritos guerreiros mortos, mas escolhiam, antecipadamente, quem iria ganhar ou perder a batalha.

"As virgens que escolhem os mortos"

"As donzelas que escolhem os heroes"

"borboleta da morte"

São alguns dos inumeros significados de seus nomes. Eram verdadeiras tecelãs do destino dos homens.

Montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok, ou seja a batalha do fim do mundo entre os deuses Odin e Loki.

As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites.

Os vikings acreditavam que a visão das Valquírias cavalgando seus fogosos corcéis era um espetáculo impressionantes e inesquecível. Vestidas com armaduras e armadas de flechas, espadas e escudos, elas emergiam subitamente das nuvens, em meio aos relâmpagos e trovões provocados por seu galope. Apesar das qualidades guerreiras, elas também eram consideradas deusas da fertilidade, pois o orvalho que umedecia a terra se originava do suor de seus cavalos e a aurora boreal se formava do reflexo da luz em seus escudos.


Seus nomes eram Brunhilde (malha de aço), Geirahod (flecha), Göll (grito de batalha), Gunnr (luta), Göndul (bastão mágico), Herfjötur (algemas), Hildr (batalha), Hlökk (tumulto), Hrist (terremoto), kara (voragem), Mist (névoa), Randgridr (escudo), Reginleif (herança dinina), Svana (golpe), Rota (turbilhão), skeggjöld (machado de combate), Sigdrifa (raio de vitória), Sigrun (vitória), Radgridr (conselho de paz) e Thrundr (poder). Outras fontes mencionam também Alvtr, Geirabol, Goll, Hladgudr, Herja, Judur, Ölrun, Prudr, Reginleif e Svipul. As líderes eram Gundr, Rota e a Norne Skuld (”a que está sendo”); o grupo podia ser composto de nove, treze ou vinte e sete Valquírias.Às vezes, as Valquírias podiam aparecer metamorfoseadas em cisnes ou corvos.

No primordio dos tempos, as Valquírias foram adoradas com sacrifícios, mas hoje elas possuem uma conoctação mais benigna e foram trazidas para nossa vida atual . De "deusas da Guerra", passaram a representar o lado obscuro de nossas mentes e corações.

Quando uma Valquiria está ao nosso lado podemos viajar a estes lugares e voltarmos mais fortalecidos.

Em cada um de nós há um héroi a deriva entre correntes de abivalencias que se cruzam. Em cada um de nós ha um arquetipo de héroi com a capacidade de fazer frente aos desafios da vida.

Literatura Nórdica

  A literatura nórdica antiga nos deixou um retrato das dignificadas Valquírias montadas em cavalos e armadas com lanças; mas também sobreviveu um quadro diferente, mas rústico, de mulheres sobrenaturais ligadas a sangue e sacrifício. Criaturas fêmeas, às vezes de tamanhos gigantescos, despejam sangue sobre um distrito onde haverá uma batalha; às vezes, elas são descritas carregando cochos de sangue ou montadas em lobos ou são vistas remando um barco em meio a chuva de sangue caindo do céu.

Essas figuras geralmente são augúrios de luta e morte; elas às vezes aparecem para os homens em sonhos, e são descritas mais de uma vez nos versos dos escaldos, nos séculos X e XI. O mais famoso exemplo de uma visão em sonho e mencionado em Njáls Saga(sagas das famílias islandesas), que teria acontecido antes da Batalha de Clontarf, travada em Dublin em 1014. Um grupo de mulheres foi visto tecendo uma tapeçaria tétrica formada das entranhas de homens e pesada com cabeças decepadas. Elas estavam colocando a cena do fundo, que era de lanças cinza, com um carmesim. Eram chamadas pelos nomes das Valquírias. Um poema é citado na Saga, que teria sido recitado por elas, no qual declarariam que são elas que decidem quem deve morrer na batalha iminente:
"Tecemos, tecemos a teia da lança,
Enquanto vai adiante o estandarte dos bravos.
Não deixaremos que ele perca a vida;
As Valquírias tem o poder de escolher os aniquilados...

Tudo é sinistro de se ver, agora,
Uma nuvem de sangue atravessa o céu,
O ar esta vermelho com o sangue de homens,
Enquanto as mulheres da batalha entoam sua canção".

Esse poema, conhecido como "Darradarljod" ou "Passagem das Lanças", pode não ter sido necessariamente composto a respeito da Batalha de Clontarf; já foi sugerido que alguma outra batalha na Irlanda o teria inspirado. De qualquer forma, temos aqui, em um período relativamente prematuro, um retrato das Valquírias, "mulheres de batalha", que está de acordo com as outras descrições de terríveis criaturas fêmeas decidindo sobre a sorte dos guerreiros em batalha.
Outras figuras que mostram uma grande semelhanca as Valquírias dessa espécie são encontradas nas historias dos povos celtas. São elas, Morrigu e Bobd, mencionadas nas sagas irlandesas. Elas costumavam aparecer no campo de batalha ou às vezes se tomavam visíveis antes de uma batalha. Podiam tomar a forma de aves de rapina e geralmente faziam profecias de guerra e massacre.

A associação dessas mulheres de batalha com as aves de rapina que voam sobre um campo de batalha e interessante. No poema em "Old English, Exodus", o adjetivo para "escolhendo os aniquilados", "welceasig", é usado para descrever o corvo; e um dos mais antigos poemas em nórdico antigo, "Hrafnsmál" é em formato de um diálogo entre um corvo e uma valquíria. O corvo junto ao lobo é mencionado em praticamente todas as descrições de uma batalha em poesia composta em "Old English", e os dois animais eram considerados as criaturas do Deus da guerra, Odin.

Essas notáveis semelhanças entre as figuras de mulheres de batalha sobrenaturais na literatura dos escandinavos e dos germanos pagãos de um lado, e dos povos celtas de outro, são significativas. Conforme o escritor, Charles Donahue, sugeriu que havia uma crença em ferozes espíritos de batalha ligados ao Deus da guerra numa época em que os celtas e germanos viviam em contato próximo, durante o período romano.

Sem dúvida, a figura da valquíria na literatura nórdica se desenvolveu em algo mais dignificado e menos sanguinário como resultado do trabalho de poetas durante um considerável período de tempo. As criaturas alarmantes e terríveis que sobreviveram na literatura apesar desse esforço parecem, no entanto, mais próximas em caráter daquelas que escolhiam os aniquilados, conforme eram visualizadas nos tempos pagãos. (Os Deuses da Batalha) .

E não poderiamos deixar de mostrar a Valkiria do Ragnarok é claro....





Livros que retratam as Valquírias:


Sinopse:

Nikolau Wroth, que uma vez foi um impiedoso guerreiro humano em 1700 e agora é um dos generais do exército rebelde dos vampiros, tem que encontrar a sua noiva, a única mulher que pode lhe devolver à vida. 

Como humano convertido em vampiro, não possui coração e, por conseguinte, é mais fraco que os vampiros originais. Por esta razão quer encontrar a sua companheira, pelo poder que esta lhe outorgará... mas fica assombrado quando seu coração começa a pulsar por Myst, a Cobiçada, uma louca criatura mitológica.

Myst é conhecida em todo mundo como a Valquíria mais formosa. É uma feroz guerreira e possui uma parte extremamente sedutora que faz com que ele a deseje inclusive quando está terminando com sua vida, e que dedicou toda sua existência a proteger uma antiga e poderosa jóia e a batalhar contra os vampiros. 


Agora viu a oportunidade de atormentar a um de seus inimigos... posto que a ressurreição do coração do Wroth vem acompanhada de um ardente desejo sexual que só sua companheira — ela — pode saciar.

Durante cinco anos pôde lhe evitar, mas finalmente ele a deu caça e lhe roubou a jóia que a domina lhe outorgando um poder absoluto sobre sua pessoa. Enquanto este a tenha em seu poder, pode obter que ela faça algo e a fará experimentar de primeira mão a agonizante e infinita luxúria a que lhe teve submetido durante meia década.


Mas muito em breve Wroth se dá conta de que quer algo mais dela, não só seu desejo sexual, e termina libertando-a.... voltará Myst a seu lado???  



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Então galerinha, postagem 2 em 1! além de falar sobre essas belas criaturas ( que eu secretamente tenho desejo de um dia me fantasiar hehehe) ainda ganham de brinde um livro!

Espero que gostem!

Enjoy =P

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